——§l§6《O Caixão das Quimeras · Epílogo》§r——

§bAtravés do fluxo e refluxo dos rios celestiais, um viajante de outro mundo desceu.

Do empíreo veio um errante chamado 「PLAYERNAME」, que pisou sobre arco-íris e desceu ao santuário da ilha isolada.

Dentro do santuário havia uma deusa vestida em um branco imaculado, que o proclamou como o profetizado §6「Portador da Aurora」§r, encarregando-o de reunir as brasas dos espíritos heroicos através dos reinos. Ela declarou: 「Quando as chamas convergirem, a luz prevalecerá; quando a luz triunfar, a corrupção será limpa, e a Maré Negra purificada.」

PLAYERNAME atravessou nove mares, escalou incontáveis picos, recuperou almas fragmentadas de penhascos desmoronantes e reuniu brasas perdidas em abismos esquecidos — até que finalmente, todas as chamas foram devolvidas ao santuário.

Naquele momento, os altares acenderam um por um, pilares de luz perfurando os céus como as asas de um corvo dourado alçando voo.

§cContudo, de repente os salões tremeram, os degraus de jade se afogaram em escuridão — a deusa abandonou seu disfarce mortal e revelou sua verdadeira forma: ela era §d「Mortis, a Deusa da Morte」§c, seus olhos como poços do esquecimento, seu cabelo fluindo como a noite veloz.

Em eras passadas, o santuário havia sido um selo contra demônios. Mortis liderou a Maré Negra para assaltá-lo, e o guardião original, Lorde Xihe, queimou sua própria essência para aprisionar a alma dela. Os receptáculos dos deuses demoníacos se estilhaçaram pelos corredores, seus ecos espalhados ao vento.

Um fragmento do espírito de Mortis permaneceu, tecendo falsas profecias para atrair o viajante celestial a ajudá-la a renascer. O que ela chamava de “brasas dos espíritos heroicos” eram na verdade ecos de deuses demoníacos; o que ela chamou de “ritual de purificação” era na verdade uma chave para quebrar o selo.

§bAh! Um plano de séculos havia se tornado uma prisão de morte; uma jornada de mil milhas terminou como um banquete para o deus demônio.

§6O Grande Historiador observa: O mundo confia no que os olhos veem, contudo a linha entre deus e demônio reside nas sutilezas do coração. Somente quando o viajante celestial quebrou o ciclo ele entendeu — o que jaz sepultado dentro do Caixão das Quimeras não é uma alma que partiu. Quando as estrelas girarem mais uma vez, alguém virá cavalgando as ondas para cumprir o pacto ainda inacabado.

§b「Luz não é luz, escuridão não é escuridão; a poeira estelar ilumina o caminho para aqueles que seguem. Quando o Caixão das Quimeras se abrir, a lua brilhará límpida.」